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Calculadora de Financiamento: Parcela e Juros Totais
A parcela é a parte fácil. O total é a que importa.
Coloque o valor financiado, os juros ao ano e o prazo, e você recebe a parcela mensal — mais o número que os bancos raramente colocam na frente: o total de juros ao longo do contrato inteiro.
É nesse segundo número que a decisão costuma morar. Esticar o prazo diminui a parcela, o que parece uma vitória, enquanto aumenta silenciosamente quanto o financiamento custa no total. Teste o mesmo valor em prazos diferentes e veja os dois números andarem em direções opostas — é a forma mais clara de enxergar a troca que está sendo oferecida.
Bom saber
Por que um prazo maior custa tanto mais?
Porque o juro incide sobre o saldo devedor a cada mês em que ele continua em aberto. Aumentar o prazo reduz a parcela mas deixa um saldo maior em pé por mais tempo, então o total de juros sobe — muitas vezes de forma dramática em financiamento longo.
Isso inclui tarifas, seguros e impostos?
Não. O cálculo cobre principal e juros apenas. IPTU, seguros e tarifas de contratação são custos reais por cima — e é por isso que o CET de um contrato costuma ser maior que a taxa de juros divulgada.
O que acontece se eu amortizar todo mês?
Cada valor extra vai direto no principal, o que reduz o saldo sobre o qual todo o juro futuro será calculado. Amortizações feitas no começo do contrato eliminam muito mais juros no total do que o mesmo valor pago perto do fim.
Taxa fixa ou variável?
Taxa fixa torna este cálculo confiável para o prazo inteiro; taxa variável faz dele apenas uma foto de hoje. Essa previsibilidade é o que você compra com a taxa fixa, e se compensa depende de quanto uma alta te machucaria.